In the line of succession of the cacique Raoni, granddaughter Mayalú Txucamarrrãe, immediate successor cacique Megaron~

A LÍNDIA WARRIOR
By Teresa Amaral
In the line of succession of the cacique Raoni, symbol in defense of the Amazon in the world, there is a woman. It is his granddaughter Mayalú Txucamarrrãe,  immediate successor cacique Megaron.
The young Mayalú, 25 years, is of Kayapo: Waurá and Mebemgogrê ethnic groups, both of Alto Xingu. Although master the new technologies, the young warrior actively defends the tradition of the ancestors. And is the founder of the Youth Movement Mebengogrê Nye which brings together indigenous boys and girls between 15 to 25 years.
The story of Amazon in focus (AF) talked to her and did ping-pong interview by email. Read in full:
AF-what motivated the creation of this movement and what is the goal?
The youth movement was an idea I had after the exoneration of my father. My grandfather Raoni is a tireless Warrior, but for the first time, I saw and felt that this situation had shaken them. We were taken by surprise. They made protests and ended up returning to the village believing the promises from the Government and from FUNAI. In all I seemed to be off-axis, I was almost giving up on everything, honestly, for the first time I was too afraid of how it would be our future with that whole situation. It was then that I began to think about doing something to help and be proud of my father and my grandfather. I reflected that the people of my grandfather, for whom he has fought so hard, couldn’t end like that and I talked a lot with my brothers Kena, Atamai, Bepkoti, my cousins Patxon and the son of the chieftain Bedjai Roiti. From that conversation we were passing the idea further and asked for permission and support to my dad and grandfather Raoni. They gave me the full support, it was then that we did the first meeting to choose the name of the Group and what would be the purpose of our group.That’s how we unite Nyree Mebengokre Movement emerged with a single objective: to continue the struggle of our parents, grandparents and ancestors with these new tool of the modern world.
AF-what benefits do you expect considering mainly the indigenous policy hazy moment in Brazil?
I only hope that they respect our rights and for the love of all that’s Holy that Government sees us, but to see us the way we are and try to help us.
AF-how many ethnic groups and which are participating?
For the time being are 2 ethnic groups participants who are Kayapo and Juruna. There are also non-indigenous working in the Raoni Institute, plus des our colleagues who have learned to know us and respect our culture and who are keen to join us.
AF-is there a seat?
There is no seat and I personally don’t want that thirst, because we have the Raoni Institute that gives us full freedom to use the space to make our meetings. For me it does not matter where we’ll meet, the important thing is being together always. Another important thing is to strengthen the Raoni Institute, because it is through him that we will work to ensure our rights.
AF-what it’s like to be young and have the weight of responsibility to lead his people in the future, since the son of Renee died?
Drive I think is a very strong word, I prefer to use the word Help. Just want to help my people, as far as they want. And that question is difficult to answer because it depends on me, but them.
AF-we are experiencing the advent of social networks where there is a vitrinização of the problems, as is the case of Guarani-Kaiowá, where the population came close. How do you see this?
I see that most people don’t know anything Indian. All of us Indians are facing the same problems, but what I think happens is that everyone forgot what it is like to be fair, this is all because of consumerism. And all close their eyes to pretend that nothing is happening, the more we are learning how to use the internet to call attention of the people and so someday someone will hear us, as happened with the Guarani-Kaiowá relatives. It was a joint work, where all have mobilized to help.
AF-switching to the family sphere. How is the Raoni grandfather?
Good as my parents are of different races, I haven’t had the opportunity to live with his grandfather Mohammed in childhood. I’ve been over in the city due to the work of my father, for my studies and in school holidays in my mother’s village. And I had a grandfather who is very wonderful breast, out of the ordinary as well. But today with a greater contact with the great Mohammed see that he has the same way of the maternal grandfather. And it is the Precious right? I see it with the little grandson very affectionate and does not measure any effort to help. It is sensational.
AF-A curiosity that I find to be all. Passing in two worlds, between cities and villages, like you in this regard?
Before I felt very confused. Not now … I know what I want and I know what I am, but I am human and often occur to me questions and afflictions.
AF-how many siblings do you have and how is the relationship with the cacique Megaron?
In total are in 9 brothers and we have a good relationship. But I have 4 brothers who are the mother and father, like me and these four grew up together near him a wonderful relationship of affection and attention, of course with some problems that any family has ever had.
The F-and about relationships. You can flirt with guys not indigenous?
Our people do not accept.
Photo _ sharing Mayalú Txucarramãe

Maylu

UMA LÍNDIA GUERREIRA
Por Tereza Amaral
Na linha de sucessão do cacique Raoni, símbolo em defesa da Amazônia no mundo, existe uma mulher. Trata-se da sua neta Mayalú Txucamarrrãe, filha do sucessor imediato cacique Megaron.
 A jovem Mayalú…, 25 anos, é das etnias Kayapó Mebemgogrê e Waurá, ambas do Alto Xingu. Muito embora domine as novas tecnologias, a jovem guerreira defende ativamente a tradição dos ancestrais. E é a idealizadora do Movimento dos Jovens Mebengogrê Nye que reúne moças e rapazes indígenas entre 15 a 25 anos.
A reportagem de Amazônia em Foco (AF) conversou com ela e fez entrevista ping-pong por e-mail. Leia na íntegra:

AF – O que motivou a criação desse movimento e qual o objetivo? o Movimento Jovem foi uma ideia que eu tive logo após a exoneração do meu pai. O meu avô Raoni é um guerreiro incansável, mas, pela primeira vez, eu vi e senti que essa situação tinha abalado eles. Fomos pego de surpresa. Eles fizeram protestos e acabaram voltando para a aldeia acreditando nas promessas do governo e da FUNAI. Na cidade tudo me parecia estar fora do eixo, eu estava quase desistindo de tudo, sinceramente, pela primeira vez eu estava com muito medo de como seria o nosso futuro com aquela situação toda. Foi então que comecei a pensar em fazer algo para ajudar e orgulhar meu pai e meu avô. Refleti que o povo do meu avô, por quem ele tanto lutou, não podia acabar assim e conversei muito com meus irmãos Kena, Atamai, Bepkoti, meus primos Patxon e o Roiti filho do cacique Bedjai. A partir dessa conversa fomos repassando a ideia adiante e pedi permissão e apoio a meu meu pai e avô Raoni. Eles me deram o total apoio, foi então que fizemos a primeira reunião para escolhermos o nome do grupo e qual seria o objetivo do nosso grupo.Foi assim que surgiu Movimento Mebengokre Nyree nos unimos com um só objetivo: o de dar continuidade a luta dos nossos pais, avôs e dos antepassados com essas novas ferramenta do mundo cada vez mais modernos. AF – Quais os benefícios você espera se considera, sobretudo, o momento nebuloso da política indigenista no Brasil? Eu espero só que respeitem os nossos direitos e que pelo amor de tudo que há de sagrado esse governo nos enxergue, mas nos enxergue do jeito que somos e procure nos ajudar de verdade. AF – Quantas etnias e quais estão participando? Por enquanto são 2 etnias participantes que são Kayapó e Juruna. Há também os não indígenas que trabalham no Instituto Raoni, além des nossos colegas que aprenderam a nos conhecer e respeitar a nossa cultura e que fazem questão de nos acompanhar. AF- Existe um sede? Não existe sede e eu, particularmente, não quero que tenha sede , pois temos o Instituto Raoni que nos dá plena liberdade de usarmos o espaço para fazer nossos encontros. Para mim não importa o lugar onde nos encontraremos, o importante é estarmos juntos sempre. Outra coisa importante é fortalecer o Instituto Raoni, pois é através dele que trabalharemos para garantir nossos direitos. AF – Como é ser jovem e ter o peso da responsabilidade de no futuro conduzir seu povo, já que o filho de Raoni faleceu? Conduzir eu acho que é uma palavra muito forte, prefiro usar a palavra ajudar. Só quero ajudar o meu povo, até onde eles quiserem. E essa pergunta é difícil responder pois isso não depende de mim, mas deles. AF – Estamos vivenciando o advento das redes sociais onde há uma vitrinização dos problemas , como é o caso dos Guarani-Kaiowá, onde a população chegou perto. Como você vê isso? Eu vejo que maior parte da população não sabe nada de índio. Todos nós índios enfrentamos os mesmos problemas, mas o que acho que acontece é que todos esqueceram como é ser justo e solidário, isso tudo por causa do consumismo. E todos fecham os olhos para fingir que nada acontece, mais nós estamos aprendendo a usar a internet para chamar atenção das pessoas e assim algum dia alguém vai nos ouvir, como aconteceu com os parentes Guarani-Kaiowá. Foi um trabalho em conjunto, onde todos se mobilizaram para ajudar. AF – Mudando para a esfera familiar. Como é o Raoni avô? Bom como meus pais são de etnias diferentes, eu não tive a oportunidade de conviver com o avô Raoni na infância. Eu estive mais na cidade por conta do trabalho do meu pai, pelos meus estudos e em férias escolares na aldeia da minha mãe. E tive um avô que é materno, muito maravilhoso, fora do comum também. Mas hoje com um contato maior com o grande Raoni vejo que ele tem o mesmo jeito desse avô materno. E ele é o Raoni né? Vejo ele com os netinho muito carinhoso e não mede esforço nenhum para ajudar. Ele é sensacional.   AF- Uma curiosidade que acho ser de todos. Transitando nos dois mundos , entre metrópoles e a aldeias, como você se localiza em relação a isso? Antes eu me sentia muito confusa. Agora não… sei bem o que quero e sei o que sou, mas sou humana e muitas vezes me ocorrem dúvidas e aflições.   AF – Quantos irmãos você tem e como é a relação de vocês com o cacique Megaron? No total somos em 9 irmãos e temos uma relação boa. Mas tenho 4 irmãos que são de mãe e pai, como eu e esses quatro crescemos juntos perto dele uma relação maravilhosa de carinho e atenção, claro que com alguns problemas que qualquer família já teve.  

A F- E sobre relacionamentos. Vocês podem namorar com rapazes não indígenas? O nosso povo não aceita.
Foto _ compartilha de Mayalú Txucarramãe
 

2 thoughts on “In the line of succession of the cacique Raoni, granddaughter Mayalú Txucamarrrãe, immediate successor cacique Megaron~

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