XINGU LEADERS SPEAK !!

To strengthen the fight against Belo Monte, kayapo chiefs refuse to 4.5 million of Eletrobras

foto via ISA

Published on March 6, 2013

Leaders of 26 mebengôkre communities/indigenous Kayapo lands Kayapo, Badjonkôre, and Las Casas, Menkragnoti in Pará, met on 4 and 5 March in the city of Tucumán to discuss offers of Eletrobrás resources for the Kayapo people.

The Kayapo people’s struggle against Belo Monte represents historically one of the biggest obstacles to the construction of the power plant. However, because they are their land to 500 km upstream of the power plant, the kayapo were not included in the Basic Plan for mitigation of Environmental impacts of the work.

If completed, Belo Monte, which is already the most expensive in the country (estimated at $ 31 billion), will need new buses to amount to justify investment size, ensuring its turbines water during the dry season. However, when questioned by Government plans Kayapo bus planned for the Xingu, representatives of the electricity sector is bolstered in fragile nthe resolution 05 national energy policy Council of September 3, 2009, which determines that the hydro power potential to be explored in the Xingu River will be only one set between the urban seat of the municipality of Altamira and its mouth. But we know that just another meeting of this Council so that this resolution is changed.

The offer of millions of dollars to the Kayapo, a clear attempt to sow disunity and weaken the struggle of people against the Belo Monte dam was preparing the ground for future dams planned for the Xingu. Saying that it is his designs lines responsabiloidade social sector, without any relation with the work under construction, the company managed to, at first, convince the Kayapo groups in the State of Pará to accept the offer, somewhere around 18 million to be spent on projects during 4 years.

The Kayapo villages of Mato Grosso (Ti Kapoto Jarina), under the leadership of Raoni Metuktire, and Megaron Txucarramãe, always strongly denied this support, which led to conflicts with the kayapó do Pará, groups that accepted the features offered. However, yesterday, March, 5 day chiefs of 26 villages, mostly of the eastern margin of the Xingu River, represented by ‘ Protected Forest Association ‘ (Afp), decided that it will not accept any more feature of eletrobras. The brief letter to eletrobrás reads as follows:

“Lords of Eletrobrás,

The word of you is worth nothing. He finished the conversation. We mebengôkre/don’t want no more a Kayapo real dirty money of you. We do not accept the Belo Monte dam on the Xingu, and no. Our river is priceless, the fish we eat is priceless, the joy of our grandchildren is priceless. We will not stop fighting, in Altamira, in Brasilia, in the Supreme Court. The Xingu is our home and you are not welcome. “

For this decision breaches of the agreements followed weighed by eletrobrás with the Kayapo and, mainly, the clear relationship of the support offered with the intentions of the Government to harness the hydroelectric potential of the Xingu River.

For the Kayapo, the word is worth much. The brief partnership between Eletrobrás and AFP had said projects end in “emergencies” run in 2012, worth $ 1.5 million. the medium-long term projects, worth 4.5 million over 3 years, were refused by all the villages represented by AFP, in a historic day of meetings that culminated in effusive speeches and thrilled of the caciques, extolling the value of culture and territory Kayapo. All chiefs, without exception, wanted to say: “we don’t want this money, we don’t need him”. The chiefs realized that Eletrobrás and the Government does not have the word, and not talk nor establishes agreements with those who have no word. Refusing the partnership with Eletrobrás the Kayapo strengthen in the struggle for life of the Xingu River.

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Para fortalecer a luta contra Belo Monte, caciques kayapo recusam 4,5 milhões da Eletrobras

Publicado em 06 de março de 2013

Lideranças de 26 comunidades mebengôkre/kayapó das terras indígenas Kayapó, Badjonkôre, Menkragnoti e Las Casas, no Pará, se reuniram nos dias 4 e 5 de março na cidade de Tucumã para discutir sobre as ofertas de recursos da Eletrobrás para o povo kayapó.

A luta do povo kayapó contra Belo Monte representa historicamente um dos maiores obstáculos à construção da usina. Entretanto, por estarem suas terras a 500 km a montante da usina, os kayapo não foram incluídos no Plano Basico Ambiental para mitigação de impactos da obra.

Se concluída, Belo Monte, que já é a obra mais cara do país (estimada em r$ 31 bilhões), precisará de novos barramentos à montante para justificar tamanho investimento, garantindo água a suas turbinas durante a estação seca. Entretanto, sempre que questionados pelos kayapó sobre os planos do governo de barramentos planejados para o Xingu, representantes do setor elétrico se ampararam na frágil resolução de no 05 do Conselho Nacional de Política Energética de 03 de setembro de 2009, que determina que o potencial hidroenergético a ser explorado no rio Xingu será somente aquele situado entre a sede urbana do município de Altamira e a sua foz. Mas sabemos que basta uma nova reunião deste conselho para que esta resolução seja alterada.

A oferta de milhões de reais aos kayapó, uma clara tentativa de semear a desunião e enfraquecer a luta deste povo contra Belo Monte era a preparação do terreno para as próximas barragens planejadas para o Xingu. Dizendo tratar-se de linhas de projetos de seu setor de responsabiloidade social, sem qualquer relação com a obra em construção, a empresa conseguiu, num primeiro momento, convencer os grupos kayapó do estado do Pará a aceitarem a oferta, algo em torno de 18 milhões para serem gastos em projetos durante 4 anos.

As aldeias kayapó do Mato Grosso (Ti Kapoto Jarina), sob a liderança de Raoni Metuktire e Megaron Txucarramãe, sempre negaram enfaticamente este apoio, o que gerou conflitos com os grupos kayapó do Pará, que a princípio aceitaram os recursos oferecidos. Entretanto, ontem, dia 5 de março, caciques de 26 aldeias do Pará, predominatemente da margem leste do rio do Xingu, representadas pela ‘Associação Floresta Protegida’ (Afp), resolveram que também não vão aceitar mais nenhum recurso da eletrobras. A breve carta à eletrobrás diz o seguinte:

“Senhores da Eletrobrás,

A palavra de vocês não vale nada. Acabou a conversa. Nós mebengôkre/kayapó não queremos nem mais um real do dinheiro sujo de vocês. Não aceitamos Belo Monte e nenhuma barragem no Xingu. Nosso rio não tem preço, os peixes que comemos não tem preço, a alegria dos nossos netos não tem preço. Não vamos parar de lutar, em Altamira, em Brasília, no Supremo Tribunal Federal. O Xingu é nossa casa e vocês não são bem vindos.”

Para esta decisão pesaram seguidos descumprimentos dos acordos estabelecidos pela eletrobrás com os kayapó e, principalmente, a evidente relação do apoio oferecido com as intenções do governo de aproveitar o potencial hidroelétrico do rio Xingu.

Para os kayapó a palavra vale muito. A breve parceria entre a Eletrobrás e AFP teve fim nos projetos ditos “emergencias” executados em 2012, no valor de r$ 1,5 milhão. os projetos de médio-longo prazo, no valor de 4,5 milhões ao longo de 3 anos, foram recusados por todas as aldeias representadas pela AFP, em um dia histórico de reuniões que culminaram em discursos efusivos e emocionados dos caciques, exaltando o valor da cultura e do território kayapó. Todos os caciques, sem exceção, quiseram falar: “nós não queremos esse dinheiro, não precisamos dele”. Os caciques perceberam que a Eletrobrás e o governo não têm palavra, e não se conversa nem se estabelece acordos com quem não tem palavra. Recusando a parceria com a Eletrobrás os kayapó se fortalecem na luta pela vida do rio Xingu.

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http://www.xinguvivo.org.br/2013/03/06/para-fortalecer-a-luta-contra-belo-monte-caciques-kayapo-recusam-45-milhoes-da-eletrobras/

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