Nilson Saboia ~Tuwe Huni Kuin

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Nilson Saboia

~Tuwe Huni Kuin

“I would like to take advantage of this means of communication and share this message from a very straightforward and objective, with all of you who follow the information through the means of comuniçao and social network scattered around the world. First of all, I would like to thank nature and our Mother Earth, by this giving this opportunity to find ourselves in this journey of life personal, professional, political, institutional, cultural, spiritual and in the virtual world. Then … I am speaking not as a boy buchudo Abstalhado lost in the world. I speak with a lot of talent, positivity, purity and based on reality without inventing anything. Speak with much love and affection on everything and with much respect. Things learned from the older. I am simply a forest Txaizinho, I am also a young leadership of my people, I consider myself an Ambassador, articulator and spokesman of my people. looking for talk firmly and position, when necessary, criticizes and in defense of my people, of their struggle and their traditional knowledge that we won’t let turn merchandise to fully descaracterizarem. We know, of course, that we have a lot to learn, but I am sure that people of my people also have much to teach. I see and feel that by having lived in different societies. Looking for, thus, acting with responsibility and commitment, because I am a Messenger of my people and keep following the information of the things that are happening in the place where I’ve been, in particular, related to People Huni Kuin. I am now on the other side of the world, but did not come to stop parachute here. I come from a land, from a people who has a beautiful story in its history. We are now living in different times and combined 05: time of the maloca, run time, time of captivity, the rights that are granted, but not guaranteed, and also today we are living the challenge of ensuring a policy to improve the quality of life of our people and ensure their tradition. We want to stand up and show that it has based on the vision of the Indian poor thing, which needs to be plucked from their land and go to the “civilization” or that do not have great potential. This is the ideology that justifies the death of my people, either by physical violence, or the violence of the capitalist market. Thanks to nature we are a people very rich in biodiversity, culture, spirituality and above all we have a quality life in the forest. We live in a land which is divided by villages, composed of various social categories and we have an organization to respond to the complexity of our live. We have even a concrete policy and determined. We have an Environmental and Territorial management plan for our land that is not a law imposed, but rather an agreement between families, children, adults, men and women, about how we will make our country better management including the fauna, flora and activities for our living. Always in a sustainable manner and with wisdom. There are many charlatans who try to speak falsely on behalf of my people. You reach the create a great mysticism, false philosophies, biopiracy, rituals and several other tricks to fool people who feel a void in their lives and have a respect for indigenous peoples. The result is far from the expected, both for people seeking this type of response that do not solve their problems, and the Indians who are enticed by malicious people. This is part of a framework via the market of my people. Where it worked with people of nature? In Asia, Africa, the Americas, Oceania? There is one place in this vast world that it did not result in slavery (or part-time wages), deception, theft, deaths and loss of identity of native peoples? Behind this several reasons: intolerance, greed for profit, the ignorance, the nerve and etc. Feelings that my people originally is not accustomed to live and feel, fruit of a society based on the exploitation of man by man that prevent us from achieving the happiness and harmony with our environment. Our culture does not fit in a place other than our own world. We need to just be ourselves in our own Village. When we came out of this universe is to show that we need to be respected and not to turn the goods or part of the exhibition. Our culture out of our own world can only be presented as a resistance to their extermination.”
Nilson Savoy
Tuwe Huni Kuin
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Photo: Gostaria de aproveita esse meio de comunicação e compartilhar essa mensagem de uma maneira bem direta e objetivo, com todos vocês que acompanham as informação através dos meios de comuniçao e das rede sociais<br /><br />espalhadas ao redor do mundo.<br /><br />Em primeiro de tudo, gostaria de agradecer a Natureza que e a Nossa Mae Terra, por esta dando essa oportunidade de nos encontrarmos nessa jornada de vida pessoal, profissional, politica, institucional, cultural, espiritual e no mundo virtual.<br /><br />Então... Estou falando não como um menino buchudo Abstalhado perdido no mundo. Falo com muito talento, positividade, pureza e com base na realidade sem inventar nada. Falo com muito amor e carinho sobre tudo e com muito respeito. Coisas aprendi com os mais velhos.<br /><br />Sou simplesmente um Txaizinho da floresta, sou tambem uma jovem liderança do meu povo, me considero um embaixador, articulador e porta-voz do meu povo. procuro falar com firmeza e me posicionar, quando necessário, de maneira critica e em defesa de meu povo, de sua luta e de seus conhecimentos tradicionais que não vamos deixar virar mercadoria para se descaracterizarem totalmente.<br /><br />Sabemos, evidentemente, que nós temos muito que aprender, mas estou certo que pessoas do meu povo também têm muito que ensinar. Vejo e sinto isso por ter vivido em diferentes sociedades. Procuro, assim, agir com responsabilidade e compromisso, pois sou um mensageiro do meu Povo e continuo acompanhando as informações das coisas que estão acontecendo no lugar de onde venho, em especial, relacionado ao Povo Huni Kuin.<br /><br />Estou agora do outro lado do mundo, mas não vim parar aqui de paraquedas. Venho de uma terra indígena, de um Povo que tem toda uma bela história na sua trajetória. Atualmente estamos vivendo em 05 momentos diferentes e combinados: tempo da maloca, tempo da correria, tempo do cativeiro, tempo dos direitos concedidos, mas não garantidos, e hoje igualmente estamos vivendo o desafio de garantir uma política para melhorar a qualidade de vida do nosso povo e garantir sua tradição.<br /><br />Queremos resistir e mostrar que não tem base a visão do índio coitadinho, que precisa ser arrancado de sua terra e vir para a “civilização” ou que não possuem grandes potenciais. Essa é a ideologia que justifica a morte de meu povo, seja pela violência física ou a violência do mercado capitalista.<br /><br />Graças à natureza somos um povo muito rico em biodiversidade, cultura, espiritualidade e acima de tudo podemos ter uma vida de qualidade na Floresta. Moramos em uma terra indígena que é dividida por aldeias, composta por várias categorias sociais e possuímos uma organização própria para responder a complexidade de nosso viver.<br /><br />Possuímos, inclusive, uma política bem concreta e determinada. Temos um Plano de Gestão Ambiental e Territorial para Nossa Terra que não é uma lei imposta, mas sim um acordo firmado entre as famílias, crianças, adultos, homens e mulheres, sobre como vamos fazer a gestão do Nosso Território melhor incluindo a fauna, a flora e as atividades para nosso viver. Sempre de uma forma sustentável e com sabedoria.<br /><br />São muitos os charlatões que tentam falar falsamente em nome de meu povo. Chega-se, inclusive, a criar um grande misticismo, falsas filosofias, biopirataria, rituais e vários outros artifícios para enganar pessoas que sentem um vazio nas suas vidas e tem um respeito pelos povos indígenas. O resultado é muito longe do esperado, tanto para as pessoas que procuram esse tipo de resposta que não resolvem seus problemas, quanto para os índios que são aliciados por gente mal intencionada.<br /><br />Isso é parte de um enquadramento via mercado de meu povo. Onde isso deu certo com os Povos da Natureza? Na Ásia, na África, nas Américas, na Oceania? Existe um só lugar nesse vasto mundo que isso não resultou em escravidão (ou assalariamento precário), enganação, roubo de terras, mortes e perda de identidade dos povos originários?<br /><br />Por trás disso tudo várias motivações: a intolerância, a ambição pelo lucro, a ignorância, a desfaçatez e etc. Sentimentos que meu povo originariamente não está acostumado a viver e sentir, frutos de uma sociedade baseada na exploração do homem pelo homem que nos impedem de alcançar a felicidade e a harmonia com nosso meio.<br /><br />Nossa cultura não cabe num lugar que não seja nosso próprio mundo. Precisamos simplesmente ser nós mesmos em nossa própria Aldeia. Quando saímos desse universo é para mostrar que precisamos ser respeitados e não virar mercadoria ou peça de exposição. Nossa cultura fora de nosso próprio mundo só pode ser apresentado como uma resistência ao seu extermínio.</p><br /><p>Nilson Saboia<br /><br />Tuwe Huni Kuin
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“Gostaria de aproveita esse meio de comunicação e compartilhar essa mensagem de uma maneira bem direta e objetivo, com todos vocês que acompanham as informação através dos meios de comuniçao e das rede sociais espalhadas ao redor do mundo. …Em primeiro de tudo, gostaria de agradecer a Natureza que e a Nossa Mae Terra, por esta dando essa oportunidade de nos encontrarmos nessa jornada de vida pessoal, profissional, politica, institucional, cultural, espiritual e no mundo virtual. Então… Estou falando não como um menino buchudo Abstalhado perdido no mundo. Falo com muito talento, positividade, pureza e com base na realidade sem inventar nada. Falo com muito amor e carinho sobre tudo e com muito respeito. Coisas aprendi com os mais velhos. Sou simplesmente um Txaizinho da floresta, sou tambem uma jovem liderança do meu povo, me considero um embaixador, articulador e porta-voz do meu povo. procuro falar com firmeza e me posicionar, quando necessário, de maneira critica e em defesa de meu povo, de sua luta e de seus conhecimentos tradicionais que não vamos deixar virar mercadoria para se descaracterizarem totalmente. Sabemos, evidentemente, que nós temos muito que aprender, mas estou certo que pessoas do meu povo também têm muito que ensinar. Vejo e sinto isso por ter vivido em diferentes sociedades. Procuro, assim, agir com responsabilidade e compromisso, pois sou um mensageiro do meu Povo e continuo acompanhando as informações das coisas que estão acontecendo no lugar de onde venho, em especial, relacionado ao Povo Huni Kuin. Estou agora do outro lado do mundo, mas não vim parar aqui de paraquedas. Venho de uma terra indígena, de um Povo que tem toda uma bela história na sua trajetória. Atualmente estamos vivendo em 05 momentos diferentes e combinados: tempo da maloca, tempo da correria, tempo do cativeiro, tempo dos direitos concedidos, mas não garantidos, e hoje igualmente estamos vivendo o desafio de garantir uma política para melhorar a qualidade de vida do nosso povo e garantir sua tradição. Queremos resistir e mostrar que não tem base a visão do índio coitadinho, que precisa ser arrancado de sua terra e vir para a “civilização” ou que não possuem grandes potenciais. Essa é a ideologia que justifica a morte de meu povo, seja pela violência física ou a violência do mercado capitalista. Graças à natureza somos um povo muito rico em biodiversidade, cultura, espiritualidade e acima de tudo podemos ter uma vida de qualidade na Floresta. Moramos em uma terra indígena que é dividida por aldeias, composta por várias categorias sociais e possuímos uma organização própria para responder a complexidade de nosso viver. Possuímos, inclusive, uma política bem concreta e determinada. Temos um Plano de Gestão Ambiental e Territorial para Nossa Terra que não é uma lei imposta, mas sim um acordo firmado entre as famílias, crianças, adultos, homens e mulheres, sobre como vamos fazer a gestão do Nosso Território melhor incluindo a fauna, a flora e as atividades para nosso viver. Sempre de uma forma sustentável e com sabedoria. São muitos os charlatões que tentam falar falsamente em nome de meu povo. Chega-se, inclusive, a criar um grande misticismo, falsas filosofias, biopirataria, rituais e vários outros artifícios para enganar pessoas que sentem um vazio nas suas vidas e tem um respeito pelos povos indígenas. O resultado é muito longe do esperado, tanto para as pessoas que procuram esse tipo de resposta que não resolvem seus problemas, quanto para os índios que são aliciados por gente mal intencionada. Isso é parte de um enquadramento via mercado de meu povo. Onde isso deu certo com os Povos da Natureza? Na Ásia, na África, nas Américas, na Oceania? Existe um só lugar nesse vasto mundo que isso não resultou em escravidão (ou assalariamento precário), enganação, roubo de terras, mortes e perda de identidade dos povos originários? Por trás disso tudo várias motivações: a intolerância, a ambição pelo lucro, a ignorância, a desfaçatez e etc. Sentimentos que meu povo originariamente não está acostumado a viver e sentir, frutos de uma sociedade baseada na exploração do homem pelo homem que nos impedem de alcançar a felicidade e a harmonia com nosso meio. Nossa cultura não cabe num lugar que não seja nosso próprio mundo. Precisamos simplesmente ser nós mesmos em nossa própria Aldeia. Quando saímos desse universo é para mostrar que precisamos ser respeitados e não virar mercadoria ou peça de exposição. Nossa cultura fora de nosso próprio mundo só pode ser apresentado como uma resistência ao seu extermínio.”
~Nilson Saboia
Tuwe Huni Kuin~

2 thoughts on “Nilson Saboia ~Tuwe Huni Kuin

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