Without meeting demands, indigenous continue in Altamira

 

 

Without meeting demands, indigenous continue in Altamira

 

Published in May 15, 2013

 

After leaving the construction of Belo Monte on the orders of Justice on March 9, the Indians who stopped the main construction site of the plant for eight days remain in the town of Altamira to give continuity to the process of mobilization for stoppage of all hydroelectric projects and his studies on the rivers Tapajós, Xingu and Teles Pires. They require that is held the prior consultation provided for in the Constitution and the Convention 169 of the ILO.

 

Leaders of one of the villages of Teles Pires, Valdenir stated that the Munduruku Indians do not take account of the proposal of the federal Government to hold a meeting in Brasilia to discuss the consultation on just one of which threatens the Munduruku hydroelectric plant on the rio Tapajós. The call was made last week by the Minister of the General Secretariat of the Presidency, Gilberto Carvalho. “It’s not just about see the Tapajós Indians, but respect the Constitution, which provides, along with the 169 Convention, that all indigenous peoples should be consulted before conducting studies and the construction of dams. So, we are still waiting for the coming of Minister Gilberto here in Altamira, as we demand during the occupation process “, explains Valdenir.

 

The mobilization has growing support of indigenous leaders of other groups, such as the Mebêngôkre Kayapo. On the last day 10, the chiefs Raoni and Megaron, Bep Kraô released a note on behalf of the villages Kremoro, Piaraçu, Jatobá, Kretire, Bytire, Kaweretxiko, Ropni, Krumare, Kakankube, Mopkrore, Omjekrakum, Kororoti, Nasepotiti and Sokwe, offering solidarity with the struggle of groups in Altamira and requiring to be made the indigenous oitivas.

 

A day before, the coordination of indigenous organizations of the Brazilian Amazon (Coiab) also released a note lasts against the Government and an attempt to criminalize and delegitimize the Munduruku leaders. “The COIAB rejects and abhors the Government’s desire to assert or to say who is or non-indigenous; This makes it clear that the rights of our people continue to be violated and disrespected on this earth that we stand for long before being Brazil: we demand respect, “says the note.

 

According to the Coordinator of the Xingu Vivo Movement forever, Antonia Melo, the permanence of the indigenous in Altamira has also strengthened the Organization of other sectors hit by the Belo Monte dam. “The residents of the city who lost their homes are increasingly unhappy with the resettlement proposals completely insane Energy North, and indigenous resistance are rekindling urban mobilizations also,” he explains. According to her, the Xingu alive and its partners will continue to support the indigenous, including fundraising campaigns, which should be launched still this week.
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Sem atendimento de demandas, indígenas continuam em Altamira para cobrar oitivas

Publicado em 15 de maio de 2013

Depois de deixar o canteiro de Belo Monte por ordem da Justiça no último dia 9, parte dos indígenas que pararam o principal canteiro de obras da usina por oito dias permanecem na cidade de Altamira para dar continuidade aos processos de mobilização pela paralisação de todos os projetos hidrelétricos e seus estudos nos rios Xingu, Tapajós e Teles Pires. Eles exigem que seja realizada a consulta prévia, prevista na Constituição e na Convenção 169 da OIT.

Lideranças de uma das aldeias do Teles Pires, Valdenir Munduruku afirmou que os indígenas não atenderão à proposta do governo federal de realizar uma reunião em Brasília para discutir a consulta prévia relativa a apenas uma das hidrelétrica que ameaça os Munduruku no rio Tapajós. A convocação foi feita na última semana pelo ministro da Secretaria geral da Presidência, Gilberto Carvalho. “Não se trata apenas de consultar os indígenas do Tapajós, mas sim de respeitar a Constituição, que prevê, junto com a Convenção 169, que todos os povos indígenas devem ser consultados antes da realização de estudos e da construção das hidrelétricas. Por isso, continuamos esperando a vinda do ministro Gilberto aqui em Altamira, como demandamos durante o processo de ocupação”, explica Valdenir.

A mobilização conta com apoio crescente de lideranças indígenas de outros grupos, como os Kayapó Mebêngôkre. No último dia 10, os caciques Raoni, Megaron e Bep Kraô divulgaram uma nota em nome das aldeias Kremoro, Piaraçu, Jatobá, Kretire, Bytire, Kaweretxiko, Ropni, Krumare, Kakankube, Mopkrore, Omjekrakum, Kororoti, Nasepotiti e Sokwe, prestando solidariedade à luta dos grupos em Altamira e exigindo que sejam feitas as oitivas indígenas.

Um dia antes, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) também divulgou uma nota dura contra o governo e a tentativa de criminalizar e deslegitimar as lideranças Munduruku. “A COIAB rejeita e abomina o anseio do governo de querer afirmar ou dizer quem é ou não indígena; isso deixa claro que os direitos dos nossos povos continuam sendo desrespeitados e violados nessa terra que defendemos muito antes de ser Brasil: Exigimos respeito”, diz a nota.

De acordo com a coordenadora do Movimento Xingu Vivo para Sempre, Antonia Melo, a permanência dos indígenas em Altamira também tem reforçado a organização de demais setores atingidos por Belo Monte. “Os moradores da cidade que perderão suas casas estão cada vez mais descontentes com as propostas de reassentamento completamente absurdas da Norte Energia, e a resistência indígena está reacendendo as mobilizações urbanas também”, explica. Segundo ela, o Xingu Vivo e seus parceiros continuarão a apoiar os indígenas, inclusive com campanhas de captação de recursos, que deverá ser lançada ainda essa semana.

http://www.xinguvivo.org.br/2013/05/15/sem-atendimento-de-demandas-indigenas-continuam-em-altamira-para-cobrar-oitivas/

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