Newsletter of the Council of the Aty Guasu tekoha Guarani-Kaiowá Pyelito kue

Newsletter of the Council of the Aty Guasu tekoha Guarani-Kaiowá Pyelito kue, Takuara, and all the territories in conflict are surrounded by gunmen, we conclude that the modern pioneers began to act in the State of Mato Grosso do Sul, intending to complete the genocide.

The pioneers are coming back Published Sunday, June 9, 2013.  6:15 hs comment!  By Ribamar Bessa Freire Yellow/Butterfly on blue sky/infinite beauty.   Do not do evil/anyone/infinite beauty.   (Poetry Guarani)
The Brazil watch, squatting, the back of the bandeirantes, who are attacking for real, with also nipped methodology, but more sophisticated. In the colonial period, when the Indians were the majority, they organized the flags, armed expeditions that swamped villages and burned huts to trap its occupants and sell them as slaves. Now, in the 21st century. XXI, when the Indians are a minority, the agrobandeirantes throw very well organized offensive aiming to sweep the Indians of Brazil map to take ownership of their land.
The last example of this violence was the death of Prince Gabriel, terena in Sidrolândia (MS) last week. In the last forty years – according to the guarani Kaiowá Indian Tonic Akshay, who has a master’s degree in anthropology at the National Museum – only in Mato Grosso do Sul, more than 200 indigenous leaders “were tortured and murdered so cruelly by gunmen hired by the owners of the farms”.
-“More people will die”-threatened in an interview with Folha de São Paulo (6/6/2013) the President of the Association of Farmers of Mato Grosso do Sul (Acrisul) and of the national front of Livestock (Fenapec), Francisco Maia, a species of Borba Gato of modern times. According to him, the agrobandeirantes are armed:-“will get more blood. That’s what happened, he died an Indian, can be some what announces itself. We’re talking about an imminent massacre. We have producers who refuse to leave their properties and are armed. “
The Confederation of agriculture and livestock of Brazil (CNA), in the official note, confirmed the threat, warning that “If the situation is not reversed, there may be new and dramatic clashes of unpredictable consequences”.
So that this does not occur, the ANC requires the preparation of a new indigenous policy, the immediate suspension of demarcation of indigenous lands-what is contrary to the Constitution in force in Brazil-the transfer to the National Congress the responsibility to say what is and what is not indigenous land and the revalidation of AGU which restricts the constitutional rights of the Indians.
The practice adopted by this new wave of agrobandeirantes is similar to that was witnessed during the colonial period by Jerome Rodrigues, who witnessed the murder of Indians old, sick and children and called the pioneers of bandits: “no person, who has not seen with their own eyes such abominable horrors, can imagine the same thing. The lifetime of these thugs is to go and come from the countryside, going and bringing the captives with great cruelty, deaths, saqueios and then selling them as if they were pigs do mato “.
-“It is necessary to disarm the spirits”-said the Justice Minister Jose Eduardo Cardozo. Apparently, if true the announcement of Francisco Maia Borba Gato and the ANC, are not only the spirits that must be disarmed. The National Security Force, which occupied the area, should disarm the agromilícias formed by gunmen hired by ranchers.
The new agrobandeirantes offensive announced by the Coordinator of the rural caucus in the House, Rep. Luiz Carlos Heinze (PP/RS-vixe, vixe!) requires a demonstration that the parliamentary Agricultural Front (FPA) organized to close the Federal Highways next Friday, November 14, at the time of 9:0 to 2:0 pm.
Using in immunity, the FPA distributed banners, t-shirts, bumper stickers, post to facebook, billboards, newspaper and magazine ads, with the recommendation to say that this material was produced by the parliamentary front of Agriculture “to avoid any future lawsuits,” according to Evandro Éboli by matters of the globe (6/7/2013).
A FPA pamphlet that has already begun to be distributed in highways identifies the focus of tension in the field: “the origin of arbitrariness is Funai, hoping to extend to indigenous reserves, promotes maximum violence through invasions of farms”.  That is, the logic of CNA, only it rains because people take to the streets with umbrellas guards and not the other way around.
In the State of Mato Grosso do Sul, according to Tonico Bentes, live 90 thousand Indians, belonging to eight ethnic groups, whose lands have been invaded by farmers. The Indians, deported from their villages, were confined in roadside camps. Now, the Indians claim the lands occupied by the agrobandeirantes, who blame the Funai-the body tasked to identify and demarcate indigenous lands. It is within this context that must be analyzed this new agrobandeirantes offensive.
A student guarani teacher training course of the Rio Grande do Sul, where I taught a few classes, gave me a cd with songs in the guarani language. In one of them, has a poem that is a hai-kai. In it, the Yellow Butterfly that flies in the blue sky is infinitely beautiful, among other reasons, because it does not hurt anyone. Beauty and kindness go together. With this criteria, we can say that the agrobandeirantes, to be evil, are ugly. Kátia Abreu is horrible.

 

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Informativo do conselho da Aty Guasu tekoha Guarani-Kaiowá Pyelito kue, Takuara, e todos territórios em conflito estão cercados de pistoleiros,  Concluímos que os bandeirantes modernos começaram a agir no Estado de Mato Grosso do Sul, pretendendo concluir o genocídio indígenas.
Os bandeirantes estão voltando
Publicado Domingo, 9 Junho, 2013 .  6:15 hs Comente!  Por Ribamar Bessa Freire

Borboleta amarela / no céu azul / infinita beleza.   Não fazer mal / a ninguém / infinita beleza.   (Poesia Guarani)
O Brasil assiste, de cócoras, a volta dos bandeirantes, que estão atacando pra valer, com metodologia igualmente truculenta, mas mais sofisticada. No período colonial, quando os índios eram maioria, eles organizavam as bandeiras, expedições armadas que invadiam aldeias e queimavam malocas para aprisionar os seus ocupantes e vendê-los como escravos. Agora, em pleno séc. XXI, quando os índios são minoria, os agrobandeirantes lançam ofensiva muito bem organizada com o objetivo de varrer definitivamente os índios do mapa do Brasil para se apropriarem de suas terras.
O último exemplo dessa violência foi a morte do terena Oziel Gabriel, em Sidrolândia (MS) na semana passada. Nos últimos quarenta anos – segundo Tonico Benites, índio guarani Kaiowá que é mestre em antropologia pelo Museu Nacional – só no Mato Grosso do Sul, mais de 200 líderes indígenas “foram torturados e assassinados de modo cruel pelos pistoleiros contratados pelos donos das fazendas”.
– “Vai morrer mais gente” – ameaçou em entrevista à Folha de São Paulo (6/6/2013) o presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrisul) e da Frente Nacional da Pecuária (Fenapec), Francisco Maia, uma espécie de Borba Gato dos tempos modernos. Segundo ele, os agrobandeirantes estão armados:
– “Vai ter mais sangue. Isso que aconteceu, de morrer um índio, pode ser pouco diante do que se anuncia. Estamos falando de um massacre iminente. Temos produtores que se recusam a sair de suas propriedades e estão armados”.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em nota oficial, confirmou a ameaça, avisando que “caso a situação não seja revertida, poderão ocorrer novos e dramáticos confrontos de consequências imprevisíveis”.
Para que isso não ocorra, a CNA exige a elaboração de uma nova política indigenista, a suspensão imediata dos processos de demarcação de terras indígenas – o que contraria a Constituição em vigor no Brasil – a transferência para o Congresso Nacional da competência de dizer o que é e o que não é terra indígena e a revalidação da portaria da AGU que restringe os direitos constitucionais dos índios.
A prática adotada por essa nova leva de agrobandeirantes é similar a que foi testemunhada no período colonial por Jerônimo Rodrigues, que presenciou o assassinato de índios velhos, enfermos e crianças e chamou os bandeirantes de bandidos:
“Nenhuma pessoa, que não tenha visto com os seus próprios olhos tais horrores abomináveis, pode imaginar coisa igual. A vida inteira desses bandidos consiste em ir e vir do sertão, indo e trazendo cativos com muita crueldade, mortes, saqueios e depois vendendo-os como se fossem porcos do mato”.
– “É necessário desarmar os espíritos” – afirmou o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. Pelo visto, se for verdade o anúncio de Francisco Maia Borba Gato e da CNA, não são apenas os espíritos que devem ser desarmados. A Força Nacional de Segurança, que ocupou a área, deve desarmar as agromilícias formadas por pistoleiros contratados pelos fazendeiros.
A nova ofensiva dos agrobandeirantes anunciada pelo coordenador da bancada ruralista na Câmara, deputado Luiz Carlos Heinze (PP/RS – vixe, vixe!) prevê uma manifestação que a  Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) organizou para fechar as rodovias federais na próxima sexta-feira, dia 14, no horário das 9h às 14 h.
Escudando-se na imunidade parlamentar, a FPA distribuiu banners, camisetas, adesivos para carros, post para facebook, outdoors, anúncios de jornais e revistas, com a recomendação para dizer que esse material foi produzido pela Frente Parlamentar de Agropecuária “para evitar eventuais ações judiciais futuras”, segundo matéria assinada por Evandro Éboli de O Globo (7/6/2013).
Um panfleto da FPA que já começou a ser distribuído nas rodovias identifica o foco da tensão no campo: “a origem das arbitrariedades é a Funai, que na ânsia de ampliar ao máxima as reservas indígena, promove a violência por intermédio de invasões de propriedades rurais”.  Ou seja, na lógica da CNA, só chove porque as pessoas saem às ruas com guardas-chuvas e não o contrário.
No Estado de Mato Grosso do Sul, segundo Tonico Bentes, vivem 90 mil índios, pertencentes a oito etnias, cujas terras foram invadidas por fazendeiros. Os índios, deportados de suas aldeias, ficaram confinados em acampamentos de beira de estrada. Agora, os índios reivindicam as terras ocupadas pelos agrobandeirantes, que responsabilizam a Funai – o órgão encarregado de identificar e demarcar as terras indígenas. É dentro desse contexto que deve ser analisada esta nova ofensiva dos agrobandeirantes.
Um aluno guarani do Curso de Formação de Professores do Rio Grande do Sul, onde ministrei algumas aulas, me deu de presente um cd com músicas em língua guarani. Em uma delas, tem um poema que é um hai-kai. Nele, a borboleta amarela que voa no céu azul é infinitamente bela, entre outras razões, porque não faz mal a ninguém. Beleza e bondade caminham juntas. Com esse critério, podemos dizer que os agrobandeirantes, por serem malvados, são feios. Kátia Abreu é horrível.
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