Historical leadership of the Xukuru-Kariri is murdered

Historical leadership of the Xukuru-Kariri is murdered

II Seminar Teaching the people

10/11/2016

By Renato Santana, the press office-Cimi

João Natalício dos Santos Xukuru-Kariri, the historic

leadership of the indigenous peoples of the Northeast, was

murdered with a knife in the early hours Tuesday, 11, at the

door of the House where he lived in the village Fazenda

Canto, Indian land Xukuru-Kariri, 7 km from the city of

Palmeira dos Índios, Alagoas. João, as it was called, attended

the opening of the Seminar II: the journey of the

Pedagogical warriors and Warriors Xukuru-Kariri, who

brought the memory Maninha Xukuru-Kariri, dead for ten

years. The photo above, during the activity, was the last

record of Seu João -that’s hat, button shirt and shorts.

According to the head of the Local technical coordination

(CTL) of the National Indian Foundation Cristóvão Marques

da Silva, present at the village Fazenda Canto, until the end

of the morning the body was still at the scene awaiting the

civilian police expertise and the Legal Medical Institute (IML).

“I was at the station to streamline procedures and

apparently, in addition to the stabbings, John was hit also by

shots fired”, explains Silva. The appeal of death is size that

natives of the territory went to the home of João.

At around 4:00 in the morning, while João was preparing to

go to the brushed that kept, two unidentified individuals

called the lead. The indigenous left the house to see who it

was. With some conversation attracted the Xukuru Kariri and

have dealt the blows of knife; also the shots fired, to be

confirmed by forensics. By all indications, the killers knew

João.

“The region has a history of violence on the struggle for land.

João was a former leadership of the people, “says a Xukuru-

Kariri leader, that we couldn’t identify for safety reasons. The

indigenous explains that the village Fazenda Canto is

composed of 72 hectares demarcated in 1952, where João

lived, and resumed held in recent years and part of the

ongoing demarcation by Funai, but paralyzed.

Members of the Indigenous Missionary Council (Cimi) were

with João yesterday, at the opening of the seminar with the

traditional procession of the people with the image of Espírito

Santo (Apoinme). “It’s a very sad situation. He was happy

and talking about the struggle of the people of the Earth,

recalling with great happiness Maninha Xukuru-Kariri”,says

Francisco Bishop, priest and missionary of the Cimi.

At the opening of the II seminar, João made a very emotional

speech about Maninha Xukuru-Kariri and danced the Toré.

Participated in the procession and all programming of the

day. “we canceled the II seminar, which was supposed to

end tomorrow. We’re all scared and sad. We do not know

who were the perpetrators of this crime. João was not

involved with anything wrong, but someone already old and

respected by the people, “says a Xukuru-Kariri.

Angelo Bueno, also a missionary of the Cimi, met João in

1992, during a joint meeting of peoples and indigenous

organizations in the Northeast, Minas Gerais and Espírito

Santo (Apoinme). “Always a discrete person and faithful

Warrior of the indigenous movement, helping in the planning

and evaluation of the actions as well as fight has always been

an animator of the Ritual of Toré” says Bueno.

João liked a good prose. In an interview with Cimi, during the

House of 2014 Xukuru-Kariri, the indigenous was keen to talk

only after making a cup of coffee, roll a cigarette and

accommodate everyone in the living room of his home, in

whose back yard he was killed. On the whitewashed walls of

blue, João kept the portraits of his parents, in old frames and

worn, in addition to people’s rituals instruments: headdress,

maracas and bows and arrows.

Liderança histórica dos Xukuru-Kariri é assassinada durante II

Seminário Pedagógico do povo

Inserido por: Administrador em 11/10/2016.

Por Renato Santana, da Assessoria de Comunicação – Cimi

João Natalício dos Santos Xukuru-Kariri, histórica liderança

dos povos indígenas do Nordeste, foi assassinado a facadas

na madrugada desta terça-feira, 11, na porta da casa onde

vivia, na aldeia Fazenda Canto, Terra Indígena Xukuru-Kariri,

a 7 km da cidade de Palmeira dos Índios, Alagoas. Seu João,

como era chamado, participou ontem da abertura do II

Seminário Pedagógico: A Caminhada dos Guerreiros e

Guerreiras Xukuru-Kariri, que trouxe a memória de Maninha

Xukuru-Kariri, morta há dez anos. A foto acima, durante a

atividade, foi o último registro de Seu João — que está de

boné, camisa de botão e bermuda.

De acordo com o chefe da Coordenação Técnica Local (CTL)

da Fundação Nacional do Índio (Funai), Cristóvão Marques da

Silva, presente na aldeia Fazenda Canto, até o final da

manhã o corpo ainda estava no local no aguardo da perícia

da Polícia Civil e do Instituto Médico Legal (IML). “Eu estive

na delegacia para agilizar os procedimentos e ao que parece,

além das facadas, João foi atingido também por disparos de

arma de fogo”, explica Silva. O apelo da morte é tamanho

que indígenas de todo o território foram para a casa de Seu

João.

Por volta das 4 horas da madrugada, enquanto Seu João se

preparava para ir ao roçado que mantinha, dois indivíduos

não identificados chamaram a liderança. O indígena saiu da

casa para ver quem era. Com alguma conversa atraíram o

Xukuru Kariri e desferiram os golpes de faca; também os

disparos de arma de fogo, a serem confirmados pela perícia.

Ao que tudo indica, os assassinos conheciam Seu João.

“A região tem um histórico de violência por conta da luta pela

terra. Seu João era uma liderança antiga do povo”, afirma

uma liderança Xukuru-Kariri que não identificamos por razões

de segurança. O indígena explica que a aldeia Fazenda Canto

é composta pelos 72 hectares demarcados em 1952, onde

Seu João morava, e pela retomada realizada nos últimos anos

e parte da demarcação em curso pela Funai, mas paralisada.

Integrantes do Conselho Indigenista Missionário (Cimi)

estiveram ontem com Seu João, na abertura do Seminário

com a tradicional procissão do povo com a imagem de Nossa

Senhora Aparecida. “É uma situação muito triste. Ele estava

feliz e falando da luta do povo pela terra, relembrando com

muita felicidade de Maninha Xukuru-Kariri”, diz Francisco

Bispo, padre e missionário do Cimi.

Na abertura do II Seminário, Seu João fez uma fala

emocionada sobre Maninha Xukuru-Kariri e dançou o Toré.

Participou da procissão e de toda a programação do dia.

“Cancelamos o II Seminário, que deveria acabar só amanhã.

Estamos todos assustados e tristes. Não sabemos quem

foram os autores desse crime. Seu João não era envolvido

com nada de errado, mas alguém já antigo e respeitado pelo

povo”, diz um Xukuru-Kariri.

Angelo Bueno, também missionário do Cimi, conheceu Seu

João em 1992, durante uma reunião da Articulação dos

Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e

Espírito Santo (Apoinme). “Sempre uma  pessoa  discreta e

fiel  guerreiro  do  movimento  indígena,  ajudando  nas

ações  de  planejamento  e  avaliação  da  luta  como

também  sempre  foi  um  animador  do  Ritual, do Toré”,

ressalta Bueno.

Seu João gostava de uma boa prosa. Em entrevista ao Cimi,

durante a Assembleia Xukuru-Kariri de 2014, o indígena fez

questão de conversar apenas depois de fazer um café,

enrolar um cigarro e acomodar a todos na sala de sua casa,

em cujo quintal foi morto. Nas paredes caiadas de azul, Seu

João mantinha os retratos pintados de seus pais, em

molduras antigas e gastas, além de instrumentos rituais do

povo: cocar, maracás e arcos e flechas.

http://www.cimi.org.br/site/pt-br/?

system=news&conteudo_id=8960&action=read.

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